COMUNICAS COMO UMA GIRAFA OU COMO UM CHACAL?
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COMUNICAS COMO UMA GIRAFA OU COMO UM CHACAL?

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Comunicar é uma necessidade tão básica e primária, que nos esquecemos do quanto ela influencia a nossa vida e as nossas relações.

Há dias, enquanto arrumava uma estante de livros lá por casa,  veio ter-me às mãos um livro, que li há já alguns anos, sobre Comunicação Não Violenta, de Marshall Rosenberg .

Apesar de antigo, creio que continua bastante atual. 

Segundo Marshall Rosenberg, a chave para a solução de muitos dos nossos problemas reside exatamente na forma como falamos e como ouvimos os outros.

Rosenberg serviu-se de uma metáfora muito interessante para ilustrar os dois tipos de linguagem. Chamou-lhes a linguagem Girafa  e a linguagem Chacal.

A girafa tem o maior coração do reino animal.

Com um coração assim tão grande, a ideia é a de que as girafas ouvem sem julgar, sem avaliar, apenas observando; ouvem com o coração, ouvem com empatia e, sem pressas, oferecem a sua presença efetiva. 

Com um longo pescoço conseguem ter uma visão mais ampla e desenvolvem a capacidade de ver com clareza, com objetividade, com a distância necessária para não reagir intempestivamente.

Já o chacal representa uma energia mais frenética, mais acelerada e mais lancinante.

A linguagem chacal assume, muitas vezes, a forma de críticas e de julgamentos.

É uma comunicação focada na avaliação, na necessidade de dizer o que está certo e o que está errado, o que é bom e o que é mau, o que está correto e o que não está correto, o que está bem e o que está mal, o que encaixa num determinado padrão, ou não.

Uma comunicação do tipo chacal gera relacionamentos mais desgastantes, mais divergentes e mais hostis.

Às vezes gosto de “observar” o estilo de linguagem e perceber… será que este é um estilo mais girafa ou mais chacal?  De que forma podemos aproximá-lo mais da girafa e afastá-lo do chacal?

Para mim, comunicação não violenta não é apenas um modelo de comunicação eficaz e assertiva. Comunicação não violenta é também uma forma de nos relacionarmos com mais empatia, mais humanidade e mais conexão.

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