NÃO FIQUE NO SOFÁ À ESPERA QUE O DESEJO APAREÇA

NÃO FIQUE NO SOFÁ À ESPERA QUE O DESEJO APAREÇA

FICAR NO SOFÁ À ESPERA QUE O DESEJO APAREÇA

Ficar à espera que o desejo apareça é uma atitude que condena muitos casais ao fracasso.

Como manter vivo o desejo e o erotismo num casal?

De acordo com estudos realizados pela Sex Lab, fatores como a idade, a condição física ou a duração da relação são menos importantes para uma boa saúde sexual, do que os pensamentos e as emoções que cada pessoa tem, e vivencia acerca da sua experiência sexual.

Sabemos hoje que o desejo concorre, em cada lar, com estímulos muito poderosos.

É o caso da tecnologia, de todo o universo digital, da indústria cinematográfica – que produz “séries em série” – das redes sociais,  do portátil sempre presente, do smartphone que nunca é desligado…

Enfim, estamos hoje muito vulneráveis e recetivos a estímulos que afundam, de alguma forma, o desejo.

Se,  a estes  fatores, somarmos todo o cansaço que carregamos para casa ao final do dia, facilmente percebemos que pensar em sexo de forma positiva e senti-lo como algo estimulante, pode tornar-se um bocadinho complicado…

Por isso, sentar no sofá e ficar à espera que o desejo apareça pode ser a melhor forma de o afastar da vida de um casal.

 

O que mata o desejo num casal?

Em primeiro lugar há que ter em conta que, em torno da sexualidade, existem ainda muitas crenças e muitos mitos. Um deles, é o de que o desejo é sempre espontâneo.

Na verdade, não é de todo assim. O desejo espontâneo existe, sim, e até carateriza algumas fases da vida de um casal. Principalmente os primeiros anos. No entanto…

Acreditar que uma vida sexual satisfatória depende da espontaneidade do desejo, é uma ideia que está profundamente errada.

Viver em pleno século XXI é um desafio que inclui:

    • realizar 1001 tarefas ao longo do dia
    • correr para trás e para frente com os filhos
    • ajudá-los com os trabalhos de casa
    • enfrentar um mundo de trabalho cada vez mais competitivo e menos seguro
    • lidar com o trânsito
    • preocupar-se com as contas
    • manter uma vida social e familiar “interessante”
    • etc. etc. etc. 

Com o passar dos anos, é natural que o tempo e o espaço para alimentar o desejo comecem a desaparecer.

E, sem tempo e sem espaço, o desejo não sobrevive.

Aquele desejo que, no início da relação, era tão natural e espontâneo pode, mais tarde, só surgir se o casal criar condições para isso.

 

Como criar essas condições?

Antes de mais, é importante substituir a crença de que o desejo tem que ser espontâneo.

Pode ser e pode não ser. 

Quando, e enquanto é, está tudo ok. Quando não é, ou quando deixa de ser, o casal deve prestar atenção a essa parte da relação e investir nela de forma pro ativa. 

O Dr Francisco Allen Gomes, uma referência médica nesta área, e que tive o privilégio de ter como professor na cadeira de Conjugalidade, Sexualidade e Envelhecimento, afirma que (infelizmente) a procura por medicamentos está cada vez mais  banalizada. 

Segundo ele, a falta de desejo nada tem que ver, na grande maioria dos casos, com disfunções físicas ou biológicas.

O que acontece é que a maior parte dos casais, perante esta situação, decide ficar sentado no sofá, à espera que o desejo surja espontaneamente.

Ora o que o casal deve fazer é, antes de mais,  mudar o comportamento de “ficar à espera” para o comportamento “fazer acontecer”

 

Como fazer, então, acontecer o desejo?

Claro que, muitas vezes, a ajuda de um profissional pode ser importante. Um processo de coaching pode, por exemplo, trazer novas perspetivas sobre o tema, ajudar a gerar novas possibilidades dentro da dinâmica conjugal, ou oferecer técnicas, ideias e desafios, que ajudem o casal a promover novas soluções e recriar a sua própria intimidade. 

Porém, antes de recorrer a um especialista, o casal pode começar por introduzir na sua vida conjugal, de forma pro ativa, algumas mudanças para que o desejo apareça.

Todos nós temos a capacidade para responder e ter desejo perante situações e estímulos eróticos. Estar disponível e motivado para nos envolvermos sexualmente é meio caminho andado para que a situação aconteça e o desejo surja.

Assim, é importante que o casal estabeleça prioridades na sua agenda conjugal e reserve um dia, uma tarde ou noite para poderem estar juntos e em condições favoráveis a que o envolvimento sexual aconteça… 

 

Pense comigo…

Com a sexualidade, acontece o mesmo que acontece noutros contextos. 

Quantas vezes já ouvimos alguém dizer que a sorte dá muito trabalho? Que o sucesso exige muito empenho? Que a espontaneidade de um ator cómico, por exemplo, tem, por trás, muitas horas de treino?

Com o desejo acontece o mesmo. Para continuar vivo ao longo dos anos,  ele tem que ser alimentado, estimulado e vivenciado.

O casal tem que investir tempo, disponibilidade e motivação para que o desejo surge e o prazer aconteça.

Por isso, da próxima vez que sentir vontade de ficar sentado/a no sofá à espera que o desejo apareça, lembre-se: a sua vontade não é suficiente. 

E quanto mais tempo ficar à espera, mais tempo ele vai demorar a aparecer. 

Quer (re)encontrar o desejo?

Então mexa-se, vá ao seu encontro e, alegremente, abra-lhe as portas do seu corpo e da sua imaginação!

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