QUANTO TEMPO DURA A PAIXÃO?

QUANTO TEMPO DURA A PAIXÃO?

Por muito apaixonado que um casal esteja no início da sua relação, é importante saber que a paixão não dura para sempre e que o amor, a cumplicidade, o diálogo e o respeito são os alicerces que, na verdade, farão toda a diferença na felicidade e longevidade da sua união.

De acordo com um estudo publicado pelo escritório britânico de advocacia Slate & Jordon, após um longo trabalho de investigação que envolveu mais de 2.000 casais, podemos concluir que o terceiro ano de casamento é aquele onde os casais atingem em pleno a sua felicidade: a paixão ainda se faz sentir, a novidade e a descoberta alimentam a relação e o amor acontece… 

Passados os ajustamentos iniciais que ocorrem nos primeiros tempos e que poderão gerar algum stress – como a divisão das obrigações domésticas, a gestão das finanças ou a gestão das relações familiares – o casal entra num estado de harmonia e de partilha onde desfruta, o mais possível, da nova experiência e de tudo de bom que ela lhe traz.

Ao fim de 3 anos, os casais já se ajustaram, já adequaram os seus hábitos à nova vida, já aprenderam a lidar com as imperfeições mútuas e já encontraram as rotinas mais saudáveis para ambos. 

Por esta altura, os casais já tiveram tempo suficiente para testar, re-testar e descobrir as melhores formas de viver a vida a dois.

O terceiro ano de vida em comum é, assim, o ano em que os casais afirmam ter uma relação mais harmoniosa.

Porém, nenhum casal está imune a pequenas divergências na relação e todos os casais terão, mais tarde ou mais cedo, que enfrentar as pequenas (ou grandes) divergências que uma vida a dois acarreta. 

A paz e a harmonia são colocadas à prova e, geralmente, as primeiras crises começam a surgir por volta do quinto ano.  Muitas vezes, é neste período que também nascem os filhos. As responsabilidades aumentam, o cansaço (físico, mental e emocional) instala-se, as despesas multiplicam-se e a gestão do equilíbrio dentro da relação vai-se deteriorando.

Por esta altura a chama da paixão pode ser já uma fugaz memória e muitos casais, confusos com tudo o que lhes está a acontecer, entram em crise.

Por outro lado, e não menos importante, as expetativas – que são normalmente muitas, e muito exageradas, agravam toda a situação. A vida a dois não é o que esperavam, a família feliz afinal não existe, o sexo é cada vez mais fugaz, as preocupações são muitas e muito diversas e a frustração faz com que muitos casais se desencantem e não percebam que a relação mudou. E ainda bem…

Para os casais que participaram neste estudo o quinto ano é aquele que se revela  mais difícil, até então. E como o problema nunca são os desafios em si, mas antes a forma como lidamos com esses desafios, este é o momento para trabalhar, mais do que nunca, a gestão do ego, a empatia, a capacidade de resiliência, o cuidado nos pequenos detalhes, o diálogo construtivo e, claro, promover sempre que possível as tão importantes escapadinhas a dois!

Casais que resistem à provação destes primeiros (grandes) desafios encontram, mais cedo do que esperam, um relacionamento mais forte, uma cumplicidade mais madura, uma intimidade mais vinculada e uma harmonia mais duradoura. 

Muitos mais desafios virão. É inevitável e faz parte da vida. Porém, a certeza de que, juntos, são capazes de os enfrentar e ultrapassar, torna a relação mais forte, feliz e dia a dia mais duradoura.

A paixão deu lugar ao amor. E esse é o verdadeiro segredo!

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