RELAÇÕES MAIS CONSCIENTES
DEFINIR OBJETIVOS PARA A RELAÇÃO

RELAÇÕES MAIS CONSCIENTES

RELAÇÕES MAIS CONSCIENTES

Construimos relações mais conscientes quando entendemos que a vida a dois é uma aprendizagem permanente e percebemos a importância de definir o caminho que queremos seguir.

Uma relação bem sucedida está longe de acontecer por mero acaso ou de ser uma questão de sorte.

Relações que resultam bem, resultam porque as pessoas investem, porque acreditam, porque definem objetivos e porque lutam por elas.

Curiosamente, e ao contrário do que possamos pensar, a maioria das relações não termina devido a traições ou a questões ligadas com infidelidade.

Na verdade, a maioria das relações termina devido ao desgaste, ao desencanto, a uma má comunicação e a muita desconexão que se vai instalando. 

A menos que o casal contrarie, conscientemente, este processo, o tempo vai  acumulando atitudes infelizes, comportamentos indesejáveis, palavras que magoam, rotinas que cansam e ressentimentos que vão crescendo como ervas daninhas que destroem a alegria e o prazer de uma vida a dois. 

Por isso é tão importante ter consciência da relação que queremos ter e do caminho que queremos seguir. Caso contrário, não há milagres!

Curiosamente, aceitamos com naturalidade que é importante definir metas e objetivos para alcançar resultados individuais ou, por exemplo, no trabalho com equipas.

Definimos objetivos físicos, para alcançar um determinado peso, forma física, para deixar de fumar, de roer as unhas, etc. Encaramos como natural, e até desejável, definir objetivos materiais como comprar um carro, uma casa, tirar um curso ou realizar uma viagem. E compreendemos facilmente a importância de definir objetivos profissionais para alcançar resultados.

No entanto, raramente definimos objetivos para a nossa relação.

Quando, num processo de coaching, pergunto aos casais qual é o seu objetivo,  qual é a sua intenção ou qual é o propósito da sua relação, a resposta normalmente é:

– QUEREMOS SER FELIZES!

E está tudo bem… “Ser feliz” é uma necessidade humana básica e universal. Todas as pessoas, de uma ou de outra forma, desejam ser felizes. 

Porém, para que uma relação resulte bem e cresça feliz e saudável, não basta querer ser feliz. Essa vontade não é suficiente. Querer ser feliz não chega para enfrentar os desafios do dia a dia e superar todos os momentos menos felizes, e até infelizes que, inevitavelmente, acontecerão, porque fazem parte da vida.

Acontece que, nas relações, as pessoas ficam muitas vezes à espera que “o amor resolva tudo”.

É claro que, mais tarde ou mais cedo a vida se encarrega de demonstrar, (às vezes de forma muito dolorosa) que não é bem assim… E que acreditar que um casal, apenas porque se ama, será “feliz para sempre” pode ser um grande engano. Aliás, de acordo com os especialistas, este mito pode até, na verdade, o que está na base do insucesso de muitas relações.

De acordo com os dados mais recentes (apurados pela PORDATA), a taxa de divórcios em 2017 foi de 64,20%. Esta percentagem aumenta quando falamos de segundos casamentos e não inclui as relações que não estão formalizadas junto do registo civil.

Estes números dão-nos que pensar.

      • O que falha nas relações?

      • Quando é que a chama se apaga?

      • Com podemos antecipar e prever o fim da magia?

      • Até onde devemos estar dispostos a ceder?

      • É possível resgatar o amor e a alegria?

      • Como podemos ser felizes e manter-nos felizes?

Estas dúvidas assolam muitos casais à beira de uma crise.

A resposta pode parecer simples… 

Numa relação tudo é possível, desde que ambos acreditem que é possível.

Mas esta concretização não parece ser nada fácil.

Na verdade, tudo aquilo em que acreditamos influencia as nossas ações, os nossos comportamentos, a forma como pensamos e a forma como nos sentimos. 

Por isso, para que a vida a dois seja uma experiência realmente gratificante há uma questão que todos os casais devem colocar-se regularmente:

– A NOSSA RELAÇÃO VALE A PENA?

Todos sabemos que há relações que devem terminar rapidamente e algumas, até, que nunca deveriam ter acontecido. Relações que só geram sofrimento e potenciam comportamentos, atitudes e sentimentos que revelam a pior versão de cada pessoa. São relações que, naturalmente, devem terminar e não há fórmulas mágicas para as fazer resultar bem.

Mas essas não são, seguramente, a maior parte das relações. A maioria delas, acredito, vale mesmo a pena. E merece ser bem cuidada.

Da minha experiência enquanto coach o que constato é que a maior parte das pessoas não faz mais e melhor pela sua relação apenas porque… não sabe como!?

Aprender a ser feliz a dois de forma mais consciente, estar disponível para aprender com os erros e identificar os momentos em que é importante pedir ajuda, podem ser a chave de sucesso de uma relação.

É muito importante um casal parar de vez em quando e conversar sobre o propósito da relação, sobre os valores que os unem, sobre o que desejam, o dia a dia que querem viver, os sonhos que querem realizar, a vida que querem construir e sobre o destino que querem ter.

Se o casal não dialoga, não partilha sonhos, se não está alinhado na forma como vê, como sente e como entende a relação, então o mais provável é que o barco da relação prossiga à deriva e o destino seja apenas uma questão de sorte… Ou de azar…

No conto da Alice no País das Maravilhas, há um momento em que a Alice,  perdida,  encontra o Gato em cima de uma árvore e pergunta-lhe:

– O senhor pode ajudar-me?

– Claro! – responde o Gato.

– Qual é o caminho que devo seguir para sair daqui?

–  Isso depende muito de para onde tu queres ir” – responde-lhe o Gato.

– Eu não me importo muito para onde… – responde Alice.

– Então qualquer caminho serve – concluiu o Gato.

A intenção, o propósito, a missão numa relação é um princípio orientador. Faz com que tudo se alinhe e ganhe sentido. Defini-lo, desenhá-lo e senti-lo em casal de forma inequívoca abre o caminho para uma relação saudável, profundamente comprometida e única.

Abre o caminho para a felicidade.

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