COMO SÃO AS RELAÇÕES PERFEITAS?

COMO SÃO AS RELAÇÕES PERFEITAS?

Como são as relações perfeitas?

Não são!

A primeira crença que impede muitos casais de construir uma relação saudável, é a crença de que ela pode, ou deve, ser perfeita.

De facto, a perfeição não existe. Todos sabemos que não há pessoas perfeitas, nem pais perfeitos, não há filhos perfeitos nem vidas perfeitas. Por isso, também não há relações perfeitas.

Significa então que não devemos lutar por ter um excelente nível de felicidade nas nossas relações?

De todo! A busca pela felicidade deve ser diária, constante e permanente. E sempre que o casal vivencia um momento particularmente feliz, é importante que o agarre e o preserve na sua memória conjunta, para que essa fonte de energia esteja sempre lá quando for necessária para enfrentar dificuldades. Quanto mais carregada estiver a fonte, menos esforço terão que despender para resolver problemas e ultrapassar obstáculos.

Só que, felicidade não é perfeição!

Janet Reibstein, psicóloga clínica na área familiar e conjugal, conduziu uma investigação onde acompanhou muito de perto a vida de vários casais. Casais heterossexuais e homossexuais, com filhos e sem filhos. No seu trabalho ela procurava a resposta a uma pergunta: 

Quais são as variáveis que fazem uma relação feliz?

Com efeito, as respostas foram muito interessantes. E nenhuma delas tinha alguma coisa a ver com perfeição. Ou com a busca dela.

De acordo com este estudo, o que faz uma casamento feliz é a conjugação de algumas variáveis e, muito especialmente, de um conjunto de habilidades que o casal tem,  ou que aprende a desenvolver, e que são muito importantes para enfrentar os desafios que vão surgindo. 

Em resumo, destacam-se:

    • A consciência de que, ao longo da sua vida, o casal irá deparar-se com dificuldades e que, o mais importante, é estarem comprometidos na busca de soluções
    • A afirmação da relação como um projeto de longo prazo, uma vez que esta perspetiva ajuda a criar uma espécie de resistência face às dificuldades e impede o casal de desistir logo na primeira grande contrariedade
    • Cada um estar mais focado em ampliar o seu mapa mental e ajustá-lo às mudanças que vão acontecendo do que estar focado em mudar o mapa do outro e responsabilizá-lo por todos os males da relação
    • Estar disponível para se deixar surpreender, não caindo na tentação de achar que sabe exatamente o que o outro pensa, o que sente ou o que vai dizer. As pessoas mudam e, a magia das relações pode acontecer, também, na descoberta dessas mudanças.

Na verdade, a perfeição não existe.  E as relações perfeitas também não. 

O que existe são relações saudáveis que nos oferecem momentos perfeitos. E que se alimentam deles.

Essa é a magia a acontecer.

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